São Paulo, 24 (AE/Dow JOnes)- A agência de classificação de risco Moodys cortou o rating de longo prazo da Repsol e de suas afiliadas para A2, de AA3. A mudança segue-se ao anúncio da empresa de aquisição à vista do controle da companhia argentina de gás e petróleo YPF. A aquisição elevou o nível da dívida da Repsol em aproximadamente US$ 13,4 bilhões. A dívida total da Repsol deve subir para mais de US$ 23 bilhões, quando os débitos de US$ 3,8 bilhões da YPF forem contabilizados. Este nível, segundo a Moodys, é inconsistente com a categoria A de rating.
Consequentemente, diz a agência, a Repsol embarcou num substancial programa de venda de ações e de ativos para reduzir o nível de alavancagem da companhia no médio prazo. A Moodys confirmou o rating prime-1 na ocasião da oferta inicial da Repsol pela YPF, em 21 de janeiro, e também quando a companhia anunciou a oferta à vista. A perspectiva para o rating é negativa. De acordo com a Moodys, tal perspectiva reflete preocupações de que a Repsol encontre dificuldades em dar prosseguimento a tal programa, por dificuldade em vender ativos e por possível decisão de realizar investimentos.
De qualquer maneira, diz a Moodys, a Repsol mantém uma sólida base no mercado espanhol, como também posição robusta na Argentina, tendo condições de obter considerável benefício por redução de custos em consequência da aquisição. A Moodys confirmou o rating BA3 em moeda estrangeira e A3 em moeda local da YPF.

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