São Paulo, 25 (AE-Dow Jones) - Os analistas da Moodys Investors Service disseram hoje que "o atual rating dos bônus em moeda estrangeira do Brasil é estável, mas também é constrangido pela taxa relativamente alta de serviço da dívida, que é vulnerável ao valor das exportações e às intensas necessidades de moeda estrangeira do País". Em seu relatório anual sobre o Brasil, os analistas da Moodys dizem que o rating da dívida em moeda estrangeira do Brasil, que foi rebaixado em 3 de setembro de 1998 para B2, é apoiado parcialmente pelo recente progresso nas condições econômicas internas, o que inclui a redução da inflação.
Eles ressalvam que "a tarefa maior, de alcançar uma recuperação econômica sustentável, provavelmente vai exigir a implementação de uma nova rodada de reformas". O principal autor do relatório é o vice-presidente e executivo sênior de crédito Luis Ernesto Martínez-Alas. Ele afirmou que uma elevação do rating do Brasil no médio prazo é improvável porque as exportações não estão crescendo, a dívida continua alta (e pode tornar-se maior) e o déficit fiscal está se ampliando. Ele enfatizou ser importante perceber que deve-se esperar mais volatilidade nos ratings de níveis como o do Brasil. "A taxa de serviço da dívida pode deteriorar-se rapidamente no horizonte de nossas projeções, particularmente se o valor das exportações não conseguir crescer e se o estoque de dívida em moeda estrangeira aumentar", afirmou Martínez-Alas. Para ele, é possível que o governo brasileiro venha a precisar acessar financiamento externo, de fontes multilaterais oficiais, para fazer face às oscilações nos fluxos de capital associadas a um mercado internacional muito menos previsível.

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