Rio de Janeiro- O monte Roraima (RR), sétimo maior do território brasileiro em altitude, é 5,2 metros menor do que se imaginava. A constatação foi feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que, com o Instituto Militar de Engenharia (IME), está recalculando a altura dos principais pontos culminantes brasileiros. O monte foi o sétimo a ser checado. Não há previsão de revisão de outros pontos.
Com isso, a altitude do monte Roraima ''diminuiu'' de 2.739,3 metros para 2.734,1 metros. O monte fica no meio da floresta amazônica, próximo da fronteira com a Venezuela e com a Guiana.
Nas novas medições, o IME e o IBGE utilizaram o sistema GPS (sigla em inglês para Sistema de Posicionamento Global) que, com ajuda de satélites, permite cálculos bem mais precisos.
As medições antigas eram feitas com o barômetro, instrumento que permite medir a pressão atmosférica e estimar a altitude.
Foi a sétima expedição desde que os dois institutos iniciaram o projeto. O ponto mais alto do país continua sendo o pico da Neblina (AM), com 2.993,8 metros. Antes, pensava-se que sua altura era de 3.014,1 metros. O segundo ponto é o pico 31 de Março (AM).
Os demais pontos culminantes do país estão no Sudeste, nas serras do Caparaó, da Mantiqueira e de Itatiaia. O Pico da Pedra da Mina (MG) foi o que mais ''cresceu'': 28,4 metros. Além de atualizar as informações, o cálculo mais preciso ajuda na orientação de aeronaves de médio e pequeno porte que sobrevoam essas regiões.

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