São Paulo, 27 (AE) - Os dirigentes da Indústria automobilística não aceitaram a reivindicação dos trabalhadores para negociar um contrato coletivo. Segundo os sindicalistas, os empresários só aceitam discutir a pauta por empresa. Ou seja, os dirigentes sindicais devem procurar cada montadora.
CUT e Força Sindical preparam uma greve nas montadoras para o dia 14 e anunciaram que o movimento poderá se estender, se até a semana que vem a indústria não aceitar negociar o contrato coletivo em conjunto.
Esta é a primeira vez que a CUT e Força Sindical se juntam para negociar o dissídio coletivo com as montadoras. Segundo o presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, os empresários concordam com o contrato nacional desde que seja por empresas. O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Luiz Marinho, disse que os sindicalistas não têm disposição para essa negociação em separado.
A questão mais polêmica da pauta de reinvindicações diz respeito à uniformização da remuneração entre as montadoras instaladas no País. Pereira lembrou que a base de remuneração deveria ser São Paulo, porque essa é a região onde esta concentrada a maior parte dos empregados da indústria. "A não ser que eles estejam querendo sair daqui e é disso que estamos desconfiados", destacou.
A pauta também inclui reajustes de 10%, garantia de emprego, proibição de que as montadoras diminuam o nível de emprego numa fábrica para aumentar a produção em outra, redução da jornada semanal para 40 horas na primeira fase e 36 horas numa segunda etapa e garantia de horas livres para os trabalhadores participarem de formação profissional e sindical.
A reunião foi realizada na sede da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores, (Anfavea), onde o presidente da entidade, José Carlos Pinheiro Neto, está desde ontem (26) negociando, por telefone, com o governo federal para renovação do acordo automotivo emergencial. Até agora não houve consenso.

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