Bruxelas, 16 (AE-AP) - Acuadas pela Comissão Executiva da União Européia (UE), duas das principais montadoras européias voltaram os olhos para o Oriente e estão investindo pesado na China e no Japão. Depois da Renault, que se tornou a parceira dominante da japonesa Nissan, é a vez da Daimler-Chrysler, que hoje (16) admitiu estar estudando a hipótese de construção de nova fábrica de utilitários na China.
O projeto, segundo fontes da empresa em Stuttgart, seria uma ampliação da parceria com a chinesa Norico, em Baotou, cidade próxima ao deserto de Gobi, onde são montados caminhões pesados. Outra alternativa seria uma associação mais ampla com a Yaxing Benz, que em 1997 fabricou 4 mil automóveis modelo Mercedes Benz
ou com a Freightliner, subsidiária norte-americana da Mercedes que fabrica caminhões.
As acusações de práticas desleais de comércio na Europa, apontadas pela Comissão Executiva da UE, em Bruxelas, contra a Daimler-Chrysler, pesam agora também sobre a francesa Renault. De acordo com as autoridades européias, a montadora francesa estaria impedindo suas concessionárias na Irlanda de vender automóveis a residentes na Grã-Bretanha.
A Daimler-Chrysler também está sob suspeita de tentar vetar as vendas de carros de suas concessionárias alemãs, belgas, holandesas e suíças a pessoas não-residentes nesses países.
Salários - Em Hanover, Alemanha, o principal sindicato de trabalhadores do setor metalúrgico, o poderoso IG Metall, rejeitou hoje a oferta de reajuste salarial de 2,5% feita pela Volkswagen. O sindicato exige aumento de 3,2%, abono anual equivalente a US$ 550 e a contratação, por tempo integral, de 6 mil trabalhadores temporários.

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