Montadoras continuam demitindo, apesar do acordo dos carros
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quarta-feira, 14 de julho de 1999
Por Liliana Pinheiro 
São Paulo, 15 (AE) - As montadoras de veículos paulistas continuam reduzindo seus quadros de funcionários, apesar do acordo com o governo que permitiu a redução de impostos e de preços. É que os programas de demissões voluntárias não estão proibidos e, como as vendas de veículos não reagiram, as empresas prosseguem com ajustes em seus quadros. A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) apurou redução de 0 39% no efetivo do setor em junho.
De 47 sindicatos de empresas pesquisados pela Fiesp, 21 constataram desempenho positivo em matéria de empregos, 23 registraram desempenho negativo e 3 notaram estabilidade. O diretor Roberto Faldini salientou os bons resultados obtidos por segmentos que se beneficiaram com a substituição de importados, decorrente da mudança cambial.
Empresas de fiação, tecelagem, malharia e meias acrescentaram trabalhadores a seus quadros no mês passado. Embora em índices modestos - 0,22% nos dois primeiros casos e 0 16% nos dois últimos - esse crescimento vem se acumulando nos últimos meses.
Também as indústrias de calçados de Franca vem mantendo um ritmo lento mas contínuo de recuperação e no mês passado aumentaram seus quadros em 0,81%. O segmento de componentes para veículos automotores também passou de desempregador durante anos para empregador este ano, com 0,36% de incremento no número de empregados. A comparação é com maio.
Os recordistas em contratação em junho foram as indústrias de rações balanceadas (5,21%), de produtos congelados
supercongelados, concentrados e liofilizados (4,18%), e de perfumes e artigos de toucador (2,13%).
Os recordistas em demissões foram os segmentos de adubos e corretivos agrícolas (-18,76%), de material plástico (-3,76%), e de energia elétrica (-3,63%). O último resultado é explicado pelos programas de demissões nas empresas de energia privatizadas e na preparação daquelas que estão para ser vendidas.


