Para a nutricionista Sandra Fernandes, a alimentação da criança deve começar ainda no pré-natal, com orientações à gestante, já que na gravidez, a mulher está mais propícia a receber informações sobre mudanças alimentares que melhorem o cuidado com ela e o filho. ''Recomendar o aleitamento exclusivo nos seis primeiros meses está ligado ao fato de o leite assumir as características da alimentação da mãe e, consequentemente, habituar a criança ao hábito alimentar da família'', explica.
Se comparado ao leite materno, o aleitamento artificial e as fórmulas lácteas apresentam o mesmo sabor todo dia e para trabalhar o paladar da criança é preciso habituá-la a uma alimentação variada. ''Se a alimentação da família for ruim, nada adianta'', reforça a nutricionista.
''Continuar sentindo paladares diferentes todo dia ajuda a criança a não desenvolver a neofobia'', reitera Sandra, argumentando que os jovens rejeitam o novo porque não receberam o paladar desde o início da vida: ''Todo tipo de alimento tem que ser incluído o mais precocemente possível, por meio de uma evolução de consistência, para garantir boa aceitação''. Ela ressalta ainda que a mãe nunca deve se basear no próprio paladar para preparar os alimentos do filho, nem proibir ou premiar a criança por uma boa alimentação.(M.G.)

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