Monomotor faz pouso de emergência na Rodovia Castelo Branco
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quinta-feira, 04 de março de 1999
Por Marisa Folgato 
São Paulo, 05 (AE) - A Rodovia Castelo Branco, no sentido capital-interior, transformou-se, hoje, em pista de pouso para o avião Cessna, prefixo PT-JTA. O motor falhou e parou em pleno vôo. O piloto Heitor Pagotto, diretor-presidente do Aeroclube de São Paulo, desceu o monomotor na estrada. Ao tocar o solo, a asa direita do avião enroscou na porta de um caminhão, que foi arrastado por 60 metros. Não houve feridos.
"Só senti o impacto e vi um avião grudado no caminhão", disse o caminhoneiro Hildebrando Varela. Ele seguia para Sorocaba, interior do Estado. O acidente ocorreu no km 37, em Santana de Parnaíba. "Não deu tempo de pensar em filhos, na vida, em nada; só lembrei de Nossa Senhora", disse Varela.
Pagotto saiu de uma fazenda em Itapetininga e ia para o Aeroporto de Congonhas, sozinho, quando houve a pane. "Estava na altura de Itapevi e, como tinha muitas casas, tive medo de atingir alguém", afirmou o piloto. "Fui para a Castelo, que é mais larga". Acostamento - O pouso forçado ocorreu às 13h10. Varela estava com o caminhão na faixa da direita ao ser atingido. "Quebraram o retrovisor e o vidro da porta do motorista, que também amassou". O avião foi parar no acostamento.
A Polícia Rodoviária Estadual interditou a faixa da direita e o tráfego continuou fluindo por duas faixas até as 15h25. Então, a rodovia foi totalmente bloqueada (capital-interior) para que o avião fosse guinchado. Às 15h35, ele começou a ser rebocado até o km 41, onde havia um recuo. Os veículos tiveram de seguir atrás do avião, numa cena insólita. A lentidão foi de pelo menos dez quilômetros.
O capitão Vítor dos Santos Júnior, do Departamento de Investigações do Serviço Regional de Aviação Civil (Serac-4), lacrou partes do avião para perícia. Segundo o mecânico contratado por Pagotto, Euclides Tada, o Cessna é de 1973, mas tinha motor e hélice novos. A inspeção anual vence em maio. "Acho que faltou combustível", disse Tada.


