Washington, 05 (AE-REUTERS) - A transcrição do depoimento de Monica Lewinsky - cuja divulgação fora autorizada na véspera pelo plenário do Senado - revelou hoje (05) que ela negou que o presidente americano, Bill Clinton, tivesse pedido a ela que mentisse sob juramento.
A ex-estagiária também rechaçou a denúncia de que Clinton pediu de volta os presentes que deu a ela e declarou que o presidente nunca lhe tocou de modo que caracterizasse uma relação sexual.
O depoimento da jovem foi tomado na segunda-feira, quando ela foi interrogada a portas fechadas pelos deputados que atuam como promotores no julgamento do impeachment de Clinton no Senado e pelos advogados do presidente.
As outras duas testemunhas convocadas pelo Senado, o amigo de Clinton Vernon Jordan e o assessor da Casa Branca Sidney Blumenthal, também não acrescentaram ao processo nenhum dado que pudesse reverter a tendência de absolver o presidente.
Durante sua declaração, Monica disse ainda que guarda "sentimentos contraditórios" em relação a Clinton - admira-o como presidente, mas está magoada com ele pessoalmente - e protestou quando um dos promotores republicanos lhe perguntou sobre as "relações luxuriosas" que mantiveram.
Hoje, os advogados da jovem informaram que ela ficou feliz com a votação do Senado de quinta-feira, que rechaçou um pedido dos promotores republicanos para que ela depusesse outra vez, no plenário da Casa e publicamente.
O depoimento de Monica praticamente sepultou as esperanças dos republicanos de destituir Clinton sob as acusações de que ele tivesse cometido crimes de perjúrio e obstrução da Justiça para esconder a natureza sexual do relacionamento dele com a jovem.
O líder da maioria republicana no Senado, Trent Lott, reiterou hoje que o processo deve ser encerrado com a votação da sentença na quinta ou, no máximo, na sexta-feira.

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