Momentos de cuidado e carinho
Qual é a medida de toque e de carinho que um indivíduo deve receber na infância? Não há ''receita pronta'', segundo a psicoterapeuta corporal Márcia Sel. Cada criança terá a sua, que pode ser percebida pela ''sabedoria materna''.
Márcia propõe resgatar a idéia de que é a mãe a ''especialista'' do filho, e que a mãe pode confiar no que está sentindo e no seu bom-senso. Por isso aquela idéia de que não se deve acostumar o filho a ficar sempre no colo não tem validade se cada mãe obedece aos seus instintos. ''O bebê que está 'nutrido' não vai pedir mais. Mas, se esse toque for negado, ele vai buscar eternamente em outras fontes. É uma via de mão dupla, ao mesmo tempo que a mãe oferece, a criança também diz o quanto está bom'', explica.
Ela recomenda às mães que possam aproveitar os momentos de cuidados com o bebê, da troca da fralda ou do banho, para também estabelecer o carinho. ''Significa olhar para ele enquanto um ser, e não como alguém que só tem necessidades fisiológicas'', afirma. No recém-nascido o que vale é a quantidade de toque, não só a qualidade, porque ele ainda não tem esse parâmetro de qualidade.
Um indicativo de que a criança está bem nutrida emocionalmente é o reflexo na saúde. ''Se há qualidade na comunicação, e é o toque que estabelece isso, todos os outros processos estão estabelecidos. E você mede isso através da doença. Quando não está boa, a criança adoece, e quando está, a criança 'deslancha'', exemplifica. (C.P.)





