São Paulo- Mohamed D'Ali Carvalho dos Santos, de 21 anos, acusado de esquartejar e ocultar o cadáver da inglesa Cara Marie Burke, de 17, há nove meses, voltou para cadeia na madrugada de ontem. Ele vai dividir cela com presos comuns, para cumprir uma pena que pode variar de 20 e 30 anos. O julgamento deveria terminar pouco depois da 0 hora desta sexta.
A certeza de condenação deve-se à frieza com que relatou como matou, esquartejou e ocultou o cadáver da namorada, após acertar com ela que voltariam a morar juntos. ''Ela pediu pra voltar'', disse, com ar triunfante. ''Mas quando chegou, pediu dinheiro emprestado, passou a me criticar por causa da droga e avisou que contaria tudo para minha mãe.'' A partir daí, decidiu matá-la. ''Eu liguei o som alto para atrapalhar e, quando ela foi ao telefone, peguei a faca que estava usando para cortar o pó (cocaína) e enfiei nela. Cortei primeiro a cabeça, depois os braços e, por fim, as pernas.''
''Ele premeditou, planejou e executou o crime com brutalidade'', disse o promotor Milton Marcolino. Enquanto o promotor falava, Mohamed ria. ''Mohammed é completamente imputável e não é antissocial nem psicopata.''
O rapaz confirmou que, após matar Cara Marie Burke, tomou banho e, em seguida, colocou o corpo da inglesa no banheiro e saiu de casa em direção à festa de uma amiga. Ficou lá até as 10 horas do dia seguinte - quando esquartejou o corpo, distribuiu-o em cinco partes e escondeu em pontos diferentes de Goiânia.
''O comportamento dele é o mesmo'', disse o juiz Jesseir Coelho de Alcântara, da 7 Vara Criminal e presidente do Tribunal do Júri, após o depoimento de Mohamed. Ele diz que a pena deve ser de 20 a 30 anos.

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