Mohamad Barakat
Meu pai foi o primeiro mascate de Foz do Iguaçu. O vereador - pelo PPB - e empresário Mohamad Barakat conta que a história da comunidade árabe de Foz do Iguaçu começou com o pai dele, Ibrahim Barakat.
A família morava no Líbano. Foi logo depois da Segunda Guerra Mundial que Ibrahim decidiu vir para o Brasil.
Nós perdemos tudo por causa da guerra, por isso meu pai quis tentar a vida fora do Líbano.
Segundo o vereador, quando o pai desembarcou no Porto de Santos (SP), tinha apenas U$ 5,00 no bolso. Ele morou em São Paulo, mas viajava pelo interior paulista vendendo roupas.
Um ano mais tarde, Ibrahim Barakat chegou a Foz do Iguaçu. Já na primeira vez aqui na cidade, em poucas horas ele esvaziou as malas que estavam cheias de roupas para vender.
Assim que Ibrahim se estabeleceu na cidade, a família começou a chegar. Foi só em 1961 que o vereador veio para Foz do Iguaçu, depois de estudar engenharia eletrônica nos Estados Unidos.
Quando cheguei, meus pais queriam voltar para o Líbano. Por isso não tinham comprado propriedades aqui.
Convenci meu pai de que Foz do Iguaçu era o lugar onde deveríamos nos instalar para sempre, justifica o vereador.
A família Barakat foi a primeira de origem árabe a se instalar em Foz do Iguaçu. Depois que meu pai chegou, vieram muitos parentes dele e da minha mãe.
A partir da década de 80, chegaram centenas de árabes. Essa segunda fase da imigração teve como causa a guerra civil libanesa. Hoje, a comunidade conta com um clube, duas mesquitas em Foz do Iguaçu e outra em Ciudad del Este.
Os Barakat fazem parte da história de Foz do Iguaçu. Ibrahim, o patriarca da família, morreu há cinco anos. Meu pai sempre dizia que adorava essa cidade. Para ele, aqui era a Terra Prometida.





