Modelo racional junta as pontas de interesse
Comunidades indígenas e de seringueiros, assessoradas por entidades não-governamentais, também puseram em prática seus modelos para a exploração racional de madeira. No assentamento extrativista Porto Dias (AC) a extração de madeira - de 43 espécies diferentes - representa uma fonte extra de renda, além da seringa, óleo de copaíba e da coleta de castanha-do-pará. São 80 famílias, assentadas numa área de 22 mil hectares, com um plano de manejo elaborado pelo Centro de Trabalhadores da Amazônia (CTA).
Os seringueiros já fizeram diversos cursos de treinamento e inventariaram as áreas a ser exploradas. Conforme Francisco Cavalcante, do CTA, cada família vai explorar 10 ha por ano, retirando cerca de 10 m3 ha/ano. A estratégia deles é trabalhar a comercialização de um número maior de espécies para diminuir a pressão sobre cada espécie e tentar manter a diversidade da floresta, sem o costumeiro empobrecimento das áreas sob exploração seletiva. Além disso, as famílias pretendem trabalhar os restos das árvores, fabricando objetos.
Em Parauapeba, na Reserva Indígena dos Xicrim do Cateté (PA) o modelo de exploração racional foi elaborado pelo Instituto Sócio Ambiental, de São Paulo. Oferecemos um treinamento com a Fundação Floresta Tropical e pretendemos obter a certificação de manejo florestal, segundo as regras internacionais (do Forest Stewardship Council, FSC), conta Domingos Macedo, engenheiro florestal do ISA.





