Modelo prisional do PR será avaliado no Maranhão
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quarta-feira, 15 de janeiro de 2014
Rubens Chueire Jr.<br>Reportagem Local 
Curitiba - A secretária de Justiça, Cidadania e Direitos Humanos do Paraná, Maria Tereza Uille Gomes, e uma equipe de técnicos da pasta embarcam hoje para o Maranhão para detalhar ao governo do Estado nordestino a utilização do Business Intelligence (BI), uma ferramenta de gestão prisional desenvolvida a partir de tecnologia da informação; e também apresentar os projetos de construções de cadeias públicas e de estabelecimentos penais de regime semiaberto.
Durante dois dias será repassado ao governo maranhense o modelo adotado no sistema prisional do Paraná. A visita acontece após um pedido feito pela governadora Roseana Sarney (PMDB). Entretanto, conforme destaca Maria Tereza, a implantação da ferramenta de gestão que possibilita o acompanhamento individual de cada preso vai depender da compatibilidade do BI, desenvolvido pela Companhia de Informática do Paraná (Celepar), com o sistema de informática utilizado no Maranhão.
"Estamos dando nosso apoio e levando o BI e os projetos de construção de cadeias como contribuição. Contudo temos que avaliar as condições para que a implantação do programa seja realizada. Depende de uma análise técnica e só vamos saber se as propostas serão aplicadas a curto prazo após os encontros com a governadora e com o Poder Judiciário do Maranhão", ressaltou Maria Tereza.
A secretária ainda destaca que para o BI começar a funcionar é necessária uma integração entre os poderes Executivo e Judiciário, Ministério Público, Defensoria Pública, entre outros, para o compartilhamento de informações. Segundo ela, somente desta forma é possível acompanhar a situação de cada interno do sistema prisional. "O que permite o aprimoramento da gestão é um sistema de informações de qualidade e isso só ocorre quando as informações são organizadas, quando todos os envolvidos compartilham estes dados a fim de resolver uma situação histórica, que é a execução penal no País. Esta ferramenta (BI) facilita a visão do gestor e gera impacto na adoção de medidas para solucionar o problema de superlotação, como a análise do cumprimento de penas, dos direitos dos apenados, realização dos mutirões carcerários. Agora vamos aguardar para verificar se é possível implantar este sistema no Maranhão", destacou.
Obras
Os projetos de construção de cadeias públicas e unidades de regime semiaberto também serão apresentados. A confirmação da secretária Maria Tereza vem um dia depois da Justiça maranhense determinou que o Estado construa novos presídios no prazo de 60 dias (veja box). De acordo com ela, as obras, que devem ter a ordem de serviço liberadas pelo governador Beto Richa (PSDB) na próxima semana, podem servir de modelo para o Maranhão porque são projetos com custo menor e que vão criar mais de seis mil vagas em unidades prisionais.


