Moça era mantida como ‘escrava sexual’
Brasília A empregada doméstica E.C.S., 19 anos, acusou o analista legislativo do Senado Murillo Porto, de 47 anos, de mantê-la por sete meses como ‘‘escrava sexual’’ em uma casa no Lago Sul, bairro nobre de Brasília. Com marcas pelo corpo, ela acusou a ex-mulher de Porto, Ucilane Porto, de 43 anos, de participar de duas das sessões de tortura. Os dois foram presos em flagrante pela PM. Porto disse à delegada da Mulher, Débora Menezes, que é sadomasoquista e os atos praticados tinham o consentimento da empregada. No Senado, Porto é conhecido por ser um chefe exigente. Segundo a delegada, os materiais apreendidos na casa, incluindo aparelho de dar choques, e as marcas de tortura no corpo da empregada são provas de que houve crime. E.C. disse que foi contratada como empregada doméstica há sete meses. Ela admitiu ter namorado o patrão e que aos poucos começou a ser torturada. Quando saía, Porto mantinha a empregada trancada em casa.

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