Mobilizados, médicos suspendem atendimentos
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terça-feira, 30 de julho de 2013
Rubens Chueire Jr.<br>Reportagem Local 
Curitiba - Médicos de pelo menos 14 cidades paranaenses confirmaram mobilizações para hoje e amanhã, e devem suspender as consultas e procedimentos eletivos (agendados previamente) nas redes de saúde pública e privada. Apenas os atendimentos de urgência e emergência serão mantidos.
A categoria pede a derrubada dos vetos à regulamentação das competências médicas (Lei do Ato Médico) e da Medida Provisória (MP) 62/13, que institui o programa Mais Médicos, além de cobrar mais investimentos na saúde. Melhores condições de trabalho e criação de um plano de carreira para os médicos do Sistema Único de Saúde (SUS) também estão entre as reivindicações.
No Paraná, as manifestações estão previstas nas cidades de Londrina, Curitiba, Apucarana, Campo Mourão, Cascavel, Francisco Beltrão, Guarapuava, Maringá, Pato Branco, Ponta Grossa, Santo Antônio da Platina, Toledo, Umuarama e União Vitória.
Em Londrina, o protesto de hoje deve iniciar às 15 horas no Calçadão, em frente ao Hotel Crystal. Os médicos, residentes e estudantes de Medicina estarão mobilizados e vão prestar esclarecimentos para a população. Na quarta-feira, a partir das 15h30, a concentração será no anfiteatro do Zerão, com saída em passeata às 16 horas, passando pela Avenida Bandeirantes, subindo pela Souza Naves até a Concha Acústica.
Na capital os médicos e estudantes se reúnem a partir das 9h30 na praça Rui Barbosa para um ato público. Na parte da tarde a categoria vai distribuir panfletos para a população em diversos pontos da cidade. Na quarta-feira, às 19 horas, a classe se reúne na sede da Associação Médica do Paraná (AMP) para avaliar o movimento e aprovar um texto relativo à paralisação.
A mobilização é organizada pela AMP em conjunto com o Sindicato dos Médicos do Paraná (Simepar) e com o Conselho Regional de Medicina (CRM-PR).
"Os protestos representam o descontentamento da classe médica e a cobrança por medidas que efetivamente surtam efeito no sistema de saúde do País. Essas cidades onde não há médicos são, justamente, onde não há qualquer equipamento de saúde", disse o presidente da AMP, João Carlos Baracho. Ele ainda ressalta que o problema da saúde é muito maior e inclui a falta de financiamento do setor público, principalmente do governo federal, que não estaria investindo 10% do seu orçamento em saúde.


