Mobilização parcial no primeiro dia de greve
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quinta-feira, 17 de maio de 2012
Rubens Chueire Jr. <br> <br> Equipe da Folha 
Curitiba - Parte dos 5 mil professores da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) cruzaram os braços ontem nos campi do Estado. Na capital, os docentes fizeram uma ''aula pública'', no pátio da reitoria da UFPR, para expor as reivindicações da categoria aos estudantes e demais servidores da instituição. Em Londrina, os cerca de 70 professores da UTFPR aderiram ao movimento.
As duas instituições possuem mais de 50 mil estudantes, e a grande maioria já não teve aulas. Os professores da UTFPR realizam uma plenária ontem, em Curitiba, para analisar a mobilização e definir ações do comando de greve. Conforme o Sindicato dos Docentes da UTFPR (Sindutfpr), entre 70% e 80% da categoria aderiram à paralisação em todos os campi da universidade.
Entre as reivindicações da categoria estão a carreira única com incorporação em 13 níveis remuneratórios, variação de 5% entre níveis a partir do piso para cada regime de 20 horas, e percentuais de acréscimo relativos à titularidade e regime de trabalho. A categoria ainda pede valorização e melhorias nas condições de trabalho.
''Esperamos que nos próximos dias a mobilização ganhe força, com mais instituições aderindo à greve'', afirmou Luiz Allan Kunzle, presidente da Seção Sindical da Associação dos Professores da UFPR (APUFPR).
O presidente do Sindutfpr, Ivo Queiroz, se reúne hoje com professores dos campi de Londrina e Apucarana da UTFPR para discutir os próximos passos da mobilização.
A UFPR tem três campi em Curitiba, Litoral e Palotina (Oeste), com aproximadamente 3 mil docentes e cerca de 26 mil estudantes de graduação. Já a UTFPR possui 1.985 professores e 25.634 alunos em instituições na capital, em Londrina, Apucarana, Cornélio Procópio, Campo Mourão, Medianeira, Francisco Beltrão, Toledo, Pato Branco, Dois Vizinhos e Ponta Grossa.
De acordo com o Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes), 34 instituições já entraram em greve outras podem aderir na próxima semana.
(Colaborou Davi Baldussi)


