Curitiba- Nos últimos quatro anos o Brasil aumentou em 15 milhões de hectares as áreas protegidas no território nacional, entre os principais biomas brasileiros - Amazônia, Mata Atlântica e Cerrado. O número foi apresentado ontem pelo diretor de áreas protegidas do Ministério do Meio Ambiente (MMA), Maurício Mercadante, durante o encontro promovido pela ONG The Nature Conservancy (TNC), que reuniu representantes de diversos países, na COP-8. Cada país apresentou propostas para o desenvolvimento de novos programas e os resultados das experiências realizadas.
''Foi uma troca de informações. Vamos tentar colocar em práticas algumas ações apresentadas aqui'', afirmou Mercadante. Segundo ele, a área protegida do Brasil passou de 45 milhões de hectares em 2002 para 60 milhões em 2006, por conta dos avanços alcançados em relação aos programas de trabalhos sobre área protegida, que foram estabelecidos na COP-7, realizada em 2004, na Malásia. Além disso, o saldo positivo se deve também aos programas definidos na Conferência Nacional do Ambiente, realizada no ano passado.
''É um bom resultado, mas ainda existem muitas áreas que precisam ser protegidas. Estamos detalhando o mapa do Brasil e analisando os lugares que precisam de ações efetivas e urgentes'', disse o representante do ministério. Entre essas áreas que precisam de atenção estão o cerrado e a mata atlântica.
E, entre as ações que deverão ser aplicadas em algumas dessas regiões, segundo Mercadante, está o exemplo da Colombia, país vizinho ao Brasil, ''onde o foco de preservação não está somente na biodiversidade, mas nos recursos que podem ser úteis para a comunidade''.
Conforme a coordenadora de áreas protegidas da Ong TNC, Analuce Freitas, a entidade tem apoiado as ações do governo e contribuído para a ampliação dessas áreas, monitorando os trabalhos e sensibilizando os países do G8 - que são doadores de recursos - para que reconheçam os esforços que estão sendo realizados aqui.

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