M.Lynch revê para melhor previsões sobre economia brasileira
São Paulo, 19 (AE/Dow Jones) - A corretora Merrill Lynch revisou positivamente suas previsões para a economia brasileira em 99. Em nota divulgada à imprensa, intitulada "Brasil: um viés para o crescimento" (Brazil: a Bias For Growth), a Merrill Lynch afirmou que está elevando a previsão de queda do PIB para 99 de -3,5% para -0,6%, "por causa dos dados do primeiro trimestre muito melhores do que o esperado".
Para o ano 2000, a Merrill Lynch agora prevê crescimento do PIB de 4,2%, diante de 3,7% da previsão anterior. A expectativa de inflação para 99 foi revisada para 7,8%, diante de 14,8% anteriores. A corretora também acredita que o real termine o ano mais forte, em R$ 1,70 por dólar, diante de R$ 1 75 do relatório anterior.
A corretora afirmou que seus novos números a respeito do crescimento do Brasil em 99 afetam suas previsões a respeito da balança comercial. A corretora reduziu sua previsão de superávit da balança comercial para 99 de US$ 5,8 bilhões para US$ 2,5 bilhões. "Esperamos que a desvalorização do real comece a mostrar impactos positivos a partir do segundo semestre de 99, e que a balança comercial permaneça estável na maior parte de 2000", afirmou a corretora. Porém, a Merrill Lynch crê que os fundamentos brasileiros "permanecem fracos".
"Em particular, a situação fiscal provavelmente permanecerá frágil a médio prazo até que mais medidas estruturais sejam implementadas. Dito isto, acreditamos que o Brasil deve terminar bem próximo das metas primárias de superávit fiscal de 99 estabelecidas pelo FMI", afirma a nota distribuída pela Merrill. A corretora afirmou também que os maiores riscos para o Brasil "provém dos eventos externos mais do que dos internos". "O Brasil permanece altamente dependente do fluxo de capital externo. Um interrupção deste fluxo podem levar a um enfraquecimento do câmbio, e potencialmente, elevar as pressões inflacionárias", concluiu a Merrill Lynch.





