Mizael pega 20 anos pela morte de Mércia Nakashima
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quinta-feira, 14 de março de 2013
Mônica Reolom e William Cardoso<br>Agência Estado 
São Paulo - Quase três anos depois do assassinato de Mércia Nakashima, o advogado e policial militar reformado Mizael Bispo de Souza foi condenado ontem a 20 anos de prisão pelo crime. Assim que a sentença foi lida pelo juiz Leandro Bittencourt Cano, no Fórum de Guarulhos, na Grande São Paulo, a irmã da vítima, Claudia Nakashima gritou, em desabafo: "Assassino! Maldito!" A defesa pretende recorrer.
Como está preso desde fevereiro de 2012, Mizael deverá cumprir pelo menos mais sete anos em regime fechado, antes de solicitar a progressão para o semiaberto. Segundo o promotor Rodrigo Merli Antunes, bastaram os votos dos quatro primeiros dos sete jurados para que Mizael fosse condenado - como foi atingida a maioria, os outros não precisaram ser contados. A maioria dos jurados concordou que o crime foi cometido com emprego de meio cruel e por motivo torpe e que houve impossibilidade de defesa da vítima.
Na sentença, o juiz afirmou que o fato de Mizael ter mentido foi grave e, por isso, acrescentou dois anos à pena. Cano chorou ao fim da leitura, emocionado. O réu permaneceu todo o tempo de cabeça baixa, com as mãos junto ao rosto. A família da vítima formou uma corrente, de mãos dadas no fim da audiência. Mizael deixou o Fórum sob protestos de manifestantes, em viatura da PM, em direção ao Presídio Militar Romão Gomes, na Água Fria, na zona norte da capital. Um dos irmãos dele foi embora escoltado por policiais.
Advogado de Mizael, Ivon Ribeiro afirmou que não se convenceu das provas que condenaram seu cliente. "Em três, quatro dias, é muita informação, muita carga de documentos para depositar na mão de pessoas leigas e imaginar que tenham condição de absorver aquilo. Não é um defeito do tribunal do júri, é um defeito do processo penal."


