Alguns mitos da cultura popular capazes de fazer a mãe desistir do aleitamento. Um dos mais comuns é achar que o leite é ''fraco'' - o que, segundo as enfermeiras Lilian Poli de Castro e Lylian Dalete de Araújo, do Calma, não é verdade. Elas explicam que, ao amamentar, a mulher passa no leite toda memória imunológica que tem, deixando o filho protegido de doenças.
Outro mito é acreditar que tudo que a mãe come causa cólica no bebê, e mudar a alimentação por conta disso. Não há evidências científicas que comprovam o fato e que a mãe deve manter a alimentação normal, ''com bom senso'', apenas evitando álcool, comidas muito condimentadas, e sem tomar mais leite do que já está acostumada. ''É preciso, sim, se alimentar bem porque o gasto energético dela será maior, em torno de 700 a 800 calorias por dia. Então, ela pode comer 500 calorias a mais por dia, várias vezes ao dia'', explica Dalete.
O bebê não precisa de chá ou água além do leite da mãe. ''Toda água que ele precisa está no leite, não é preciso administrar outro tipo de líquido'', diz Dalete.
A mãe pode preparar a mama para a amamentação. Não se deve usar sabonetes ou cremes na auréola ou no mamilo, as partes escuras da mama. O sabonete resseca e o creme deixa a pele fina. ''A natureza já preparou a mama. Toda a hidratação necessária está nas glândulas sebáceas'', afirma Dalete.
Tomar sol na mama, cerca de cinco a dez minutos diariamente, também ajudar a fortalecer a pele e prepará-la para o aleitamento. ''A mãe vai precisar de uma pele mais resistente nessa região, para não ter fissuras. Existem vários cremes no mercado, mas não recomendamos o uso'', ensina Lilian.
E quando o bebê nasce é preciso que a mama esteja macia para que ele consiga abocanhá-la. ''Se estiver muito cheia, a criança não consegue abocanhar. Se necessário, a mãe pode fazer uma ordenha antes de cada mamada'', explica Lilian.(C.P.)

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