MITO 5: Estou só.
VERDADE: O aspecto psicossocial do câncer é uma das partes mais desafiantes da experiência com a doença.
Em 2002, segundo publicação da ACS, havia mais de 24,6 milhões de vitoriosos de câncer em todo o mundo, indivíduos que enfrentaram os mesmos problemas emocionais ao receber o diagnóstico.
O primeiro pensamento, conta a artesã Izabel Ivatiuk Gomes, de 44 anos, é mesmo o de que vai morrer. Ela descobriu o câncer de mama há praticamente um ano, e desde então passou por cirurgia, quimioterapia e atualmente radioterapia. Izabel conta que o apoio da família foi fundamental. ''Teve dias que eu ficava na cama e pensava 'por que comigo?'. Não é fácil, a vida muda completamente, mas hoje não existe mais câncer e eu sei que vou ficar boa'', afirma.
Depois de um ano com a vida mudada, o marido, José Haroldo da Silva Gomes, autônomo, de 47 anos, consegue enxergar o que chama de ''lado bom'' da doença. ''As pessoas acham que é o fim do mundo, mas não é. Por incrível que pareça, o último Natal foi um dos melhores da minha vida, assim como a Páscoa e o Dia das Mães, simplesmente porque a família estava muito mais unida. Quando isso acontece na sua vida, você passa a dar valor para outras coisas, e casa, carro e dinheiro não têm mais valor, a maior ambição é a saúde'', diz.
A psicóloga Michelle Moreschi, do Hospital do Câncer, explica que um dos objetivos do serviço de psicologia é justamente melhorar a comunicação entre a equipe médica, paciente e família. ''Quando há comunicação e verbalização, acabam os mitos, e melhoram os medos, a ansiedade e o sofrimento'', afirma. (C.P.)





