Missionária americana denuncia ameaças no Pará
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terça-feira, 02 de março de 2004
Agência Estado 
Belém, PA- A missionária norte-americana Dorothy Stang, de 73 anos, 38 deles dedicados à luta pela reforma agrária e contra a devastação da Amazônia, estaria marcada para morrer em Anapu, no sudoeste do Pará, onde mora nos últimos dez anos. Além dela, outras lideranças de movimentos sociais e ativistas dos direitos humanos se dizem ameaçadas de morte.
As ameaças seriam de um grupo de fazendeiros e madeireiros de Anapu descontentes com o trabalho da religiosa em favor da implantação de um projeto inédito de desenvolvmento sustentável no Estado dentro de uma área de 140 mil hectares da União Federal. Para liberar a área para as 600 famílias incluídas no projeto, o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) enfrenta forte resistência de madeireiros interessados em derrubar a floresta para a retirada de espécies como mogno, cedro e jatobá.
Ontem, durante reunião na sede do Ministério Público Federal em Belém, Dorothy fez um relato da situação em Anapu, pedindo a ajuda do superintendente da Polícia Federal, José Sales, e do procurador da República, Felício Pontes Júnior.


