São Paulo, 30 (AE-Dow Jones) - O presidente da Associação Brasileira dos Exportadores de Cítricos (Abecitrus), Ademerval Garcia, esteve em Bruxelas esta semana participando das reuniões das missões técnicas que analisam a questão do farelo de polpa cítrica. As expectativas são de que a Comissão Européia aprove a retomada das exportações brasileiras do farelo de polpa cítrica para a UE em junho. Ele informou também que uma nova missão da União Européia visitará o Brasil nos próximos meses para acompanhar o processo de fabricação do farelo de polpa cítrica.
A missão da UE que esteve no Brasil em janeiro visitou as indústrias de suco, que fabricam o farelo de polpa cítrica, fora de funcionamento, pois a colheita de laranja já havia terminado. A missão voltará para acompanhar o trabalho das indústrias em funcionamento.
A Comissão Européia confirmou hoje tamnbém oficialmente que os altos níveis de dioxina na polpa cítrica brasileira exportada para a União Européia no ano passado foram causados pela cal contaminada com dioxina.
Os altos níveis de dioxina presentes na polpa cítrica brasileira importada pela UE no ano passado fizeram com que o leite e a carne da UE também apresentassem índices anormais de dioxina. Isso levou a Comissão Européia a estabelecer um nível máximo de dioxina permissível no farelo de polpa cítrica, que é vendido nos 15 países membros da UE.
A dioxina é uma substância cancerígena. O farelo de polpa cítrica é usado na alimentação de vacas leiteiras. A UE importa o produto dos Estados Unidos e do Brasil.

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