Representantes do Fórum Popular por Terra, Trabalho, Soberania e Cidadania realizaram ontem uma missa em Foz do Iguaçu, marcando o fim das atividades do Grito dos Excluídos na cidade. Os alvos do protesto, como o realizado nas comemorações do Dia da Independência, foram os deputados que votaram contra o projeto de iniciativa popular que poderia revogar a venda da Companhia Paranaense de Energia (Copel).

A cerimônia foi realizada no trevo da Avenida Morenitas, que dá acesso à Ponte Tancredos Neves (Brasil/Argentina). O manifesto criticou a política neoliberal nos países da América do Sul.

''Estamos aqui em solidariedade ao povo argentino, que também passa fome por causa do liberalismo econômico, que privilegia poucos e exclui a maioria'', afirmou uma das organizadoras do ato, irmã Terezinha Santin, da Pastoral do Migrante.

Segundo ela, o Grito dos Excluídos é dinâmico e precisa estar perto do povo. Além do discurso crítico e canções religiosas, os manifestantes queimaram cartazes com dizeres contra a miséria e a fome e distribuíram panfletos aos motoristas que cruzaram a fronteira rumo à cidade argentina de Puerto Iguazú, onde foi realizado um culto semelhante.

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