Missa de sétimo dia de Figueiredo reúne 500 pessoas
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quinta-feira, 30 de dezembro de 1999
Por Mônica Ciarelli 
Rio, 30 (AE) - Pelo menos 500 pessoas participaram hoje da missa de sétimo dia em memória do ex-presidente João Baptista Figueiredo. Após a missa, celebrada na Igreja da Candelária pelo arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Eugênio Salles, parentes do ex-presidente lembraram a importância de seu governo para redemocratização do País. "Meu pai assumiu o governo com 175 greves no dia 15 de março de 1979 e, mesmo assim, levou a frente seu projeto político", afirmou Paulo, filho mais novo de Figueiredo.
O ex-ministro da Justiça Armando Falcão observou que o trabalho do ex-presidente não pode ser esquecido pela importância que teve para a consolidação da democracia após um longo período de ditadura.
Emocionado, Paulo lembrou que a família sempre estimulou o ex-presidente a escrever sua biografia. "Ele foi um grande brasileiro, que nunca falhou como pai, patriota e soldado", disse. "Como presidente a história vai julgá-lo." Ele ressaltou que o episódio do Riocentro não pode ser classificado como síntese do governo Figueiredo. "Isso nada representava diante da realização que ele fez", afirmou seu filho.
A missa contou com a presença de ex-colaboradores de seu governo, dos comandantes da Marinha, Sérgio Chagas Teles, do Exército, Gleuber Vieira, e do ministro do Trabalho, Francisco Dornelles. Os militares presentes à missa não quiseram comentar a crise na Aeronáutica desencadeada pela demissão, há duas semanas, do brigadeiro Walter Werner Bruer, do comando da Aeronáutica.


