Miro Teixeira reúne-se com Suplicy para discutir CPI do Grampo
Brasília, 01 (AE) - O líder do PDT na Câmara, Miro Teixeira (RJ), vai reunir-se hoje, após a sessão do Senado, com o senador Eduardo Suplicy (PT-SP) para discutir o requerimento de instalação de uma comissão parlamentar de inquérito (CPI) mista para investigar o grampo telefônico no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) por ocasião da privatização do Sistema Telecomunicações Brasileiras (Telebrás). Os requerimentos sugeridos pelos dois parlametnares com este mesmo objetivo contêm algumas divergências. Miro Teixeira propõe uma CPI com 22 integrantes para investigar "a prática de atividades ilícitas na interceptação de ligações telefônicas relacionadas à privatização de empresas integrantges do antigo Sistema Telebrás". Suplicy propõe que a comissão tenha 26 integrantes e apure "as razões de notória e pública violação do sigilo telefônico das comunicações do presidente da República, de auxiliares diretos do chefe de Estado e de ocupantes de cargos de direção de entidades da administração pública, envolvendo tratativas pertinetnes a obras, serviços e alienação, no âmbito do Poder Executivo da União, bem como os motivos pelos quais as autoridades competentes não lograram, até o presente momento, determinar a extensão da prática ilícita em referência; indicar os autores e promover a necessária ação penal para imputaçãso de responsabilidade, sem prejuízo dos procedimentos adminsitrativos atinentes". Miro Teixeira deverá também discutir com Suplicy o projeto de lei que pretende apresentar para conceder anistia aos que participaram do planejamento ou da execução do grampo telefônico. O deputado vai ainda conversar com outros líderes da oposição e também do governo para pedir o apoio à CPI do Grampo e ao projeto de anistia. "Queremos a prova dos nove; quem não assinar o requerimento de CPI não vai poder mais fazer o discusro de indignado", afirmou Miro Teixeira. Ele argumenta que "o quadro de incerteza dos direitos é hoje superior à incerteza na época da ditadura, e fica todo mundo na expectativa de saber qual será a próxima fita".





