Miro Teixeira quer reabertura da CPI dos Precatórios
Miro Teixeira quer reabertura da CPI dos Precatórios11/Mar, 14:30 Por Maria Fernanda Delmas Rio, 11 (AE) - O deputado Miro Teixeira (PDT-RJ) pedirá a reabertura da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Precatórios, após as denúncias de corrupção na gestão do prefeito Celso Pitta, feitas por sua ex-mulher, Nicéa Pitta. O pedido será entregue ao presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP). "Vou solicitar ao Temer que o pedido para instaurar a CPI seja votado na quarta-feira, em regime de urgência urgentíssima, e de forma aberta, nominal", afirmou Miro. "O resultado da primeira CPI, feita apenas no Senado, foi insuficiente, e o pouco resultado que conseguimos foi decorrente da luta de vários senadores e da pressão da opinião pública", disse o deputado. Ele destacou o trabalho de senadores como o relator Roberto Requião, Vilson Kleinubing (já falecido) e Josaphat Marinho. "Vamos fazer a investigação a partir das conclusões da outra CPI, mas devemos concentrar esforços nos pontos em que não conseguimos entrar antes". A CPI, encerrada em 1997, foi instaurada para apurar as denúncias de que vários governantes emitiram títulos para pagar dívidas cobradas na Justiça _ os precatórios _, mas o dinheiro havia sido desviado para outros fins. O relatório da CPI responsabilizou os então governadores Paulo Affonso (Santa Catarina), Divaldo Suruagy (Alagoas) e Miguel Arraes (Pernambuco), além de Paulo Maluf e seu ex-secretário de Fazenda Celso Pitta. Suruagy renunciou e Paulo Affonso teve os bens indisponibilizados. Há ações contra Pitta no Tribunal de Justiça de São Paulo, por improbidade administrativa, e um inquérito aberto no Ministério Público Federal. Miro proporá uma nova CPI na Câmara, mas também vai pedir o apoio do Senado. Ele questiona o fato de a primeira CPI ter ficado no âmbito do Senado, porque a emissão dos títulos, apesar de rejeitada pelo Banco Central, havia sido aprovada por diversos senadores. O deputado considerou o depoimento de Nicéa Pitta "gravíssimo". "Os motivos que a levaram a falar são irrelevantes, e não desqualificam de forma alguma suas declarações", afirmou.





