Rio, 27 (AE) - O deputado federal Miro Teixeira (PDT-RJ) afirmou ter certeza de que o grampo no BNDES foi feito por funcionários da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), mas não por ordens superiores. "Temos convicção absoluta de que o grampo foi feito por gente da Abin, com equipamento da Abin, mas não é institucional", disse Miro, que acaba de deixar a sede do Ministério Público Federal, no Rio. Ele teve uma reunião com os procuradores da República encarregados do inquérito do grampo e deixou com eles uma cópia de seu projeto de lei que concede anistia prévia a pessoas envolvidas na escuta clandestina que prestem informações à polícia. O deputado não quis, no entanto, revelar quem são os dois funcionários da Abin que o procuraram com a proposta de anistia prévia. "Eles correm risco de vida e seria irresponsabilidade aprofundar qualquer coisa que possa identificar essas pessoas", disse Miro.

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