Ministros vão ditar política para Anac
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quarta-feira, 25 de julho de 2007
Das agências 
Brasília- Na impossibilidade de livrar-se dos cinco diretores da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), seguros nas cadeiras pela lei que lhes confere um mandato no exercício do cargo, o governo decidiu tutelar e aprofundar a intervenção branca no órgão. A tutela será exercida via Conselho Nacional de Aviação Civil (Conac), que ganhará reforço com a presença de pelo menos seis ministros encarregados de ditar a política para o setor aéreo que a Anac será obrigada a seguir.
''O time da Anac é muito ruim, mas vamos enquadrar todo mundo. A idéia é manter a Anac sob rédea curta, marcando essa diretoria sob pressão'', resumiu ontem um dos ministros que têm participado dos debates, no Palácio do Planalto, sobre o caos aéreo e a busca por soluções de curto prazo. Além do novo ministro da Defesa, Nelson Jobim, terão voz no Conac a chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, e os ministros do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, da Fazenda, Guido Mantega, do Planejamento, Orçamento e Gestão, Paulo Bernardo, e do Turismo, Marta Suplicy.
Trem bala O governador do Rio, Sérgio Cabral Filho (PMDB), quer que o governo federal invista na implantação do trem de alta velocidade entre a capital fluminense e São Paulo como forma de descongestionar os aeroportos paulistas. O governo do Rio também vai sugerir que a Infraero pratique tarifas menores no Aeroporto Internacional Tom Jobim, que tem capacidade ociosa, para ajudar a descongestionar São Paulo atraindo para o Rio o vértice de conexões.
Para o secretário estadual de Transportes do Rio, Júlio Lopes, o secretário, o dinheiro que será investido na construção de um novo aeroporto em São Paulo pode ser melhor aplicado no transporte ferroviário. O trem pode ligar as duas capitais com tarifas menores do que as da ponte aérea, tempo de viagem pouco maior e sem as limitações das condições meteorológicas.
O custo estimado da ligação ferroviária Rio-São Paulo é de US$ 9 bi (R$ 17 bi) e há investidores estrangeiros interessados no projeto, como coreanos, japoneses, franceses, italianos e consórcios brasileiros.


