Brasília, 14 (AE) - Os ministros da Educação, Paulo Renato, e da Ciência e Tecnologia, Ronaldo Sardenberg, vão encaminhar ao presidente Fernando Henrique Cardoso, em 30 dias, propostas para a criação de incentivos à ciência e tecnologia. A intenção é suprir a carência de recursos na área. Os projetos vão usar como modelo o fundo criado para pesquisas no setor de petróleo que terá R$ 900 milhões em quatro anos, de acordo com uma estimativa do Ministério da Ciência e Tecnologia. Ele é capitalizado por meio de um percentual dos royalties na exploração do petróleo.
"Nesse ano, serão usados R$ 150 milhões provenientes do fundo do petróleo que poderão ser aplicados em projetos na área de química e meio ambiente", disse Sardenberg, após encontro com o presidente Fernando Henrique no Palácio da Alvorada. Do encontromparticiparam também Paulo Renato, o ministro-chefe da Casa Civil, Pedro Parente, e da Cultura, Francisco Weffort. Segundo Paulo Renato, a idéia é criar vários fundos. Atualmente, estão tramitando no Congresso propostas de criação de fundos na área de informática, energia e telecomunicações. Cepal - Em resposta ao estudo da Comissão de Estudos para América Latina (Cepal) das Nações Unidas, o ministro da Educação afirmou que o governo federal está trabalhando para melhor investir os recursos na área social. O levantamento da Cepal destacou que o Brasil, numa lista de 13 países da América Latina e Caribe, destina mais recursos ao setor, mas permanece em situação ruim ou apenas regular. O País gastou, de 1994 a 1996, US$ 741 em média per capita no setor, mas ficou em 5º em desenvolvimento humano e é o 4º com mais analfabetos dentre os pesquisados.
"Esse é um problema é histórico e o governo está corrigindo a situação aos poucos", declarou Sardenberg. "Na área da educação, foi criado o Fundo de Manutenção do Ensino Fundamental e Valorização do Magistério (Fundef) para investirmos mais recursos no setor", disse Paulo Renato.

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