MCMURDO STATION, Antártida, 27 (AE-REUTERS) - Os países do Tratado da Antártida prometeram nesta quarta-feira (27) ampliar os esforços para reimplantar um pacto de 40 anos para proteger o frágil continente gelado.
Em um breve comunicado de uma página, os países do tratado prometeram combater a pesca ilegal na região, em particular a pescaria em excesso de um peixe da Patagônia conhecido no Brasil como bacalhau de profundidade.
Representantes de governo de 24 dos 43 países do tratado se reuniram durante três dias na Antártida para uma viagem e um encontro informal de um dia realizado na base de pesquisa norte- americana de McMurdo Station.
A viagem foi organizada pela Nova Zelândia com o auxílio dos programas antárticos de Estados Unidos e Itália.
"Representantes expressaram em particular grande preocupação pela ameaça apresentada pela pesca ilegal contínua, desregulamentada e não registrada de bacalhau de profundidade", dizia o comunicado.
Representantes comprometeram-se a trabalhar para vencer esses novos desafios e manter a integridade do sistema do Tratado da Antártida, acrescentava o comunicado.
O documento dizia que existia um movimento rumo ao reconhecimento do continente como um ecossistema integrado, cobrindo tanto a terra quanto o mar que a circunda.
No começo do dia, em um discurso, o ministro de exterior associado da Nova Zelândia, Simon Upton, disse que havia uma "triste indicação" de que grande parte da pesca ilegal era realizada por navios com bandeiras de países signatários do tratado.
Aquecimento global - O aquecimento global pode elevar o nível das águas em mais de seis metros na próxima geração e a terra pode estar seguindo rumo a uma mini era glacial, disseram hoje cientistas antárticos.

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