Montevidéu, 07 (AE) - Os ministros da Fazenda do Mercosul divulgaram hoje a Declaração resultante do encontro, na qual afirmam que a prioridade máxima das políticas econômicas dos países do bloco (Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai) é garantir a continuidade do processo de estabilização dessas nações.
No documento, os ministros condicionam essa estabilização à execução de políticas fiscais sólidas, "que garantam a solvência intertemporal dos setores públicos nacionais e gerem um ambiente de previsibilidade e confiança", o que significa que os ministros foram incisivos em afirmar que a coordenação macroeconômica do Mercosul começa pelo tema fiscal.
O primeiro passo de uma coordenação global de Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai será uma harmonização de estatísticas. Para isso, diz o texto,serão criados grupos de trabalho encarregados de promover uma "padronização estatística nas áreas fiscal, monetário-financeira, setor externo e setor real".
O documento dos ministros da Fazenda informa ainda que o trabalho dos grupos levará em conta os padrões internacionais nessa matéria. Outro ponto da coordenação macroeconômica será a definição de padrões mínimos de responsabilidade fiscal na legislação e nas ações governamentais dos quatro países.
Ficou acertado, segundo o documento, que anualmente, no primeiro encontro semestral de trabalho, os ministros da Fazenda do bloco vão discutir em conjunto as metas fiscais e de política econômica com a qual os países estão individualmente comprometidos. E essas metas seriam monitoradas a cada encontro. Isso significa um compromisso dos países do bloco com a troca de informações, explicaram diplomatas presentes ao encontro. O Chile e a Bolívia serão convidados a participar desse projeto. A divulgação formal do documento será feita amanhã pelos ministros da Fazenda.

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