Ministros apontam avanços em reformas financeiras
Wiesbaden, Alemanha, 14 (AE-REUTERS) - Os ministros das relações exteriores da União Européia (UE) afirmaram hoje (14) que houve avanços nas reformas financeiras da União Européia, mas disseram não estar seguros que seria possível cumprir as metas fixadas para um acordo.
"Demos um passo decisivo, mas é preciso fazer um trabalho detalhado", disse o ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Joschka Fisher, em Wiesbaden.
A Alemanha, o maior país contribuinte da UE, está forçando um pacto que imponha um limite aos gastos de países participantes. Caso contrário, a UE não pode programar os gastos para admitir na organização os países mais pobres da Europa Oriental.
Os ministros das finanças reúnem-se amanhã (15) em Bruxelas e o chanceler alemão, Gerhard Schroeder, cujo governo mantém a presidência rotativa da UE, inicia uma turnê pelas capitais européias.
"As possibilidade de um pacto são melhores que antes", afirmou o chanceler britânico, Robin Cook, acrescentando esperar que seja mantido um desconto especial para as contribuições de Londres à UE, apesar das queixas dos países participantes.
"Estamos mais perto de um acordo que ontem", disse o ministro de Assuntos Exteriores da Espanha, Abel Matutes. Mas o chanceler francês, Hubert Vedrine, falando dois dias depois que o presidente Jacques Chirac questionou um rascunho de um acordo sobre as reduções dos subsídios agrícolas, advertindo que um pacto histórico total em Berlim é, todavia, uma possibilidade. "Não é impossível que alcancemos um acordo em Berlim, mas temos que trabalhar muito duro", declarou Vedrine.





