O ministro da Justiça, Renan Calheiros, visitou ontem os sequestradores do empresário Abílio Diniz e o presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), desembargador Dirceu de Mello.
A vinda do ministro à capital faz parte da estratégia do governo para tentar acabar com a greve de fome dos presos. O protesto entra hoje no 19º dia. Calheiros não obteve seu fim, mas conseguiu uma diminuição no rigor da greve.
Após a visita, os oito presos anunciaram a decisão de aceitar tomar sódio e potássio, cuja falta ameaçava a vida de três dos presos Hector Tapia, Sérgio Urtubia e Humberto Paz.
A falta de potássio no sangue pode provocar, segundo os médicos que estão acompanhando o caso, parada cardíaca e a de sódio, convulsão, sonolência e câimbras.
Isso era o que mais preocupava os médicos. Ontem, eles constataram ‘‘queda significativa de potássio em dois pacientes e de sódio em todos’’.
O ministro chegou ao Hospital das Clínicas por às 12h30. Estava com o secretário nacional de Direitos Humanos, José Gregori, e a secretária de Justiça do ministério, Sandra Valle.
Eles entraram na enfermaria onde, então, estavam sete presos a chilena Maria Emília Marchi Badilla, que estava no Hospital do Mandaqui, chegou ao Hospital das Clinicas depois em companhia dos advogados dos sequestradores e de membros do comitê de apoio aos presos.Agência EstadoNegociaçãoMinistro da Justiça, Renan Calheiros, conversa com mãe de um dos sequestradores depois de visitá-losAgência Estado

mockup