Ministro vê risco de epidemia de dengue no Rio
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quarta-feira, 16 de novembro de 2005
Das agências 
Rio- O ministro da Saúde, Saraiva Felipe, afirmou ontem, no município fluminense de Armação dos Búzios, na Região dos Lagos, que o Rio de Janeiro corre o risco de ter uma epidemia de dengue no próximo verão, o ministro da Saúde, Saraiva Felipe, e pediu o auxílio da população para evitar que o problema volte a ocorrer no estado.
Se a população não se juntar, analisou o ministro, ''nós podemos viver aquela situação de 2002, quando tivemos quase 1 milhão de casos de dengue em todo o Brasil''. Saraiva Felipe chamou a atenção para a realização, no dia 19, do Dia D Contra a Dengue. ''Quero todo mundo em casa, virando garrafa d'água, tampando caixas d'água, verificando suportes de vasos de planta. Tudo aquilo que é água parada e água limpa é local de criatório do mosquito da dengue'', declarou.
O ministro informou que 80% dos focos desse mosquito estão dentro ou em volta dos domicílios. ''A saúde pública brasileira depende dessa mobilização'', disse Saraiva Felipe. ''Não podemos deixar água limpa e parada, não importa a quantidade, porque serve de local ideal para a reprodução do Aedes aegipty, que é o vetor da dengue''.
O número de casos de dengue no Ceará neste ano já é quase seis vezes maior do que o de 2004, segundo o mais recente boletim epidemiológico da doença, divulgado no dia 11. São 17.384 casos confirmados, com 184 de dengue hemorrágica e 17 mortes.
No ano passado inteiro, esses números foram bem menores: 3.093 casos de dengue clássica, 14 de hemorrágica e apenas uma morte.
Os dados deste ano se aproximam aos de 2003, quando houve uma epidemia com 23.796 casos e 20 mortes por dengue hemorrágica. A pior epidemia que já houve no Ceará foi em 1994, com 47.789 casos.
''Queremos voltar a ter, no Ceará, os números de 2004, e ser novamente um Estado com poucas notificações'', disse o secretário da Saúde do Estado, Jurandir Frutuoso.


