O ministro da Justiça, Renan Calheiros, vai cobrar hoje do secretário de Segurança do Pará, Paulo Sette Câmara, durante reunião na Serra dos Carajás, no sul do Estado, a prisão de 11 fazendeiros acusados de participação na morte dos líderes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Onalício Araújo, o ‘‘Fusquinha’’ e Valentim Serra, o ‘‘Doutor’’. Eles tiveram prisão temporária decretada em Parauapebas dois dias após o crime, mas continuam foragidos.
O MST, a Comissão Pastoral da Terra (CPT) e a Federação dos Trabalhadores na Agricultura (Fetagri) acusam a polícia de negligência. ‘‘A violência e a impunidade são os nossos maiores problemas’’, diz José Batista Afonso, da coordenação da CPT na região. Segundo testemunhas, os acusados foram vistos em Marabá e Parauapebas. O diretor-geral da Polícia Federal, Vicente Chelloti, que acompanha o ministro ao Sul do Pará, anunciará a participação da PF nas investigações.
Os movimentos sociais negaram-se a participar de reunião hoje com prefeitos da região. ‘‘Muitos sindicalistas estão sendo ameaçados e os prefeitos representam o latifúndio’’, disse Batista.

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