Brasília, 08 (AE) - O ministro da Previdência Social, Waldeck Ornélas, defendeu hoje um único subteto para os três poderes estaduais. Ornélas alegou que se cada poder estadual - legislativo, executivo e judiciário - tiver um subteto diferente
os governadores não conseguirão alcançar seu objetivo, que é o de enquadrar as despesas dentro do orçamento fiscal.
"Acho que deveria ser acrescentado à emenda constitucional do subteto que a maior remuneração seja a do chefe do executivo local", disse o ministro. Mesmo defendendo essa idéia, Ornélas declarou que o governo não irá propor a mudança, que deverá partir dos partidos políticos ou dos próprios governadores interessados na questão.
O ministro explicou que se a questão do subteto único ficar clara na emenda constitucional, os Estados não enfrentarão os problemas que até hoje a União enfrenta na questão do teto. Os três poderes da União ainda não se entenderam sobre a questão. A Constituição deetermina que o teto da União é o do Supremo Tribunal Federal. No poder executivo a remuneração máxima é a do presidente da República.
Waldeck Ornélas não concordou com a análise de que a reforma da Previdência Social, mais uma vez, está parada no Congresso Nacional. "As Pecs (propostas de emendas constitucionais) estão andando nas comissões e o projeto de lei do fator previdenciário deve ser votado amanhã", disse. Na avaliação de Ornélas o projeto de lei ordinária, que muda a forma de cálculo das aposentadorias do setor privado, será aprovado ainda este ano. Já com relação às Pecs o ministro alegou que isso não será possível, pois não haverá tempo hábil para toda a tramitação.

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