Goiânia, 02 (AE) - O presidente da Fundação Nacional do Índio (Funai), Sullivam Silvestre, foi enterrado hoje, às 15h40, no Cemitério das Palmeiras, em Goiânia. Ele morreu ontem (01), na queda do avião Sêneca II (prefixo PT-EQZ), perto do Aeroporto Santa Genoveva, em Goiânia. As outras vítimas fatais do acidente foram Adão Fernandes Sobrinho e Luciano Ribeiro Neves, e o piloto Aguimar Rodrigues Rosa.
Índios caiapó, terena e xavantes dançaram hoje durante o enterro e lamentaram a morte de "uma pessoa de confiança e muito séria", segundo o xavante Jeremias. Estiveram no local o ministro da Justiça, Renan Calheiros, os senadores Íris Rezende, Maguito Vilela e Mauro Miranda, todos do PMDB, e o vice-governador de Goiás, Alcides Rodrigues Júnior.
Investigações - O Ministério da Aeronáutica informou hoje que as investigações sobre o acidente devem demorar pelo menos 90 dias. O ministro da Justiça, disse que vai acompanhar as investigações sobre o acidente. "Não quero prejulgar, mas quero saber de tudo", disse Calheiros ao ser perguntado se o acidente era comum ou poderia estar ligado aos conflitos da Funai.
O avião bateu em árvores, derrubou postes, destruiu um carro e caiu sobre a casa de Luizmar de Paula, no bairro Goiânia II, a quatro quilômetros do aeroporto. Ninguém na casa ficou ferido. O avião pegou fogo e seus quatro ocupantes morreram carbonizados. De acordo com moradores do bairro, o Sêneca caiu como uma bola de fogo. Josué de Bezerra, de Anápolis, a 50 quilômetros de Goiânia, por volta das 21 horas o aparelho voava baixo e apresentava problemas. A torre do aeroporto local garante que nenhum contato ou pedido de pouso de emergência, foi feito.

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