Ministro se reúne hoje com pescadores
Curitiba- O ministro da Aquicultura e da Pesca, José Fritsch, estará, hoje, em Paranaguá, para avaliar os prejuízos aos cerca de 4 mil pescadores da região afetados com a proibição na pesca por conta do derramamento de óleo na baía e anunciar medidas de apoio às famílias, que têm a atividade como principal fonte de sustento. Acompanham o ministro representantes do Ministério do Trabalho e do Meio Ambiente.
Depois de visitar o local do acidente e percorrer parte da Baía de Paranaguá. Fritsch se reunirá com pescadores para discutir as medidas de compensação e de apoio financeiro.
O presidente da Federação das Colônias de Pescadores do Paraná, Edmir Manoel Ferreira, disse que os pescadores estão cansados de ser penalizados por causa dos acidentes ambientais na Baía de Paranaguá.
Ferreira lembrou que a entidade já ingressou com duas ações na Justiça pedindo indenização pelos quase quatro meses que ficaram impedidos de pescar em 2001, quando dois acidentes envolvendo a Petrobras contaminaram a baía o vazamento do oleoduto na Serra do Mar e o derramamento de nafta do navio Norma. Até agora, segundo ele, as famílias não tiveram nenhuma compensação pelos prejuízos. As ações continuam tramitando no Juízo de Paranaguá.
A coordenadora-geral do Seguro-desemprego, Abono Salarial e Identificação profissional do Ministério do Trabalho e Emprego, Ana Maria Belavenuto e Freitas, acompanhará, hoje, em Paranaguá, o início do recebimento dos pedidos de seguro-desemprego temporário dos pescadores afetados pela proibição da pesca na região de Antonina, Guaraqueçaba e Paranaguá.
O registro dos pedidos do benefício será feito por uma equipe da Delegacia Regional do Trabalho (DRT), que permanecerá no local durante uma semana. Os quatro servidores do órgão encarregados do trabalho farão o atendimento, a princípio, na Agência do Trabalhador de Paranaguá (Rua Manoel Bonifácio, 258, Centro, 41 423-2377). A expectativa é de que cerca dois mil pescadores busquem o benefício.(A.L.)





