O ministro da Agricultura, Pratini de Morais, determinou ontem uma urgente solução para a situação do rebanho bovino da Fazenda 7 Mil, no município de Jardim Alegre, região do Vale do Ivaí. A propriedade está ocupada há 4 anos pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e desde a ocupação o gado não é vacinado contra a febre aftosa. Segundo o delegado do Ministério da Agricultura no Paraná, Ailton dos Santos, o ministro foi informado da situação na 7 Mil por um documento do presidente do Sindicato Rural de Cornélio Procópio, no Norte do Paraná, Wilson Baggio.
‘‘A instrução do gabinete do ministro Pratini de Morais chegou hoje (ontem) ao nosso conhecimento, com a expressa recomendação para agir com urgência’’, disse o delegado, acrescestando que, se for preciso, haverá interferência do Ministério. Ontem, Santos tentava contatos com o secretário da Agricultura do Paraná, Antônio Leonel Poloni, e o diretor-geral da Seab, Norberto Ortigara, visando marcar uma reunião para traçar uma estratégia de ação.
Existiriam na 7 Mil, segundo o proprietário Flávio Pinho de Almeida, cerca de dois mil animais. O MST alega que não passam de 700. Até 13 deste mês, a Seab havia vacinado apenas 192 cabeças. A Justiça já concedeu reintegração de posse ao fazendeiro.
Ontem, o diretor-geral da Seab, Norberto Ortigara, disse à Folha que o sobrevôo da fazenda, de 5.630 alqueires, com um helicóptero, está confirmado para a manhã deste sábado. Os técnicos terão a companhia do MST e do fazendeiro, que indicará as delimitações da propriedade.
Ortigara disse que já manteve, nesta semana, entendimentos prévios com a coodernação estadual do MST, esclarecendo sobre a operação. ‘‘Para vacinar o rebanho, será indispensável utilizar peões experientes e cavalos apropriados para conduzir, cercar e vacinar os animais’’, ponderou, acrescentando que os sem-terra devem estar conscientes disso.

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