A Polícia Federal enfrenta dificuldades para apurar as denúncias de ramificação no Brasil de uma rede mundial de pedofilia, que estaria distribuindo imagens na Internet. Ontem, o ministro da Justiça, Renan Calheiros, disse, em Brasília, que pretende falar pessoalmente com os representantes de provedores da rede mundial de computadores em busca de apoio às investigações. Segundo Calheiros, a PF já abriu inquérito para apurar o assunto na Bahia e acompanha o trabalhado realizado pelo Ministério Público do Rio de Janeiro.
‘‘O que for preciso fazer para o combate à pedofila nós vamos fazer’’, ressaltou o ministro da Justiça. ‘‘Agora, é um combate complexo’’, adiantou. ‘‘Vamos ter que arregimentar conhecimentos e é fundamental que a polícia tenha um assessoramento técnico’’, disse Calheiros, referindo-se à esperada colaboração dos provedores da rede mundial de computadores. Ele quer o apoio técnico na área de informática para o aprofundamento das investigações.
Segundo o ministro, a FP tem que receber denúncias e investigar se há realmente uma ramificação nacional. ‘‘Vou conversar pessoalmente com entidades, os provedores, para que a polícia federal tenha mais condições de combate a esse crime, que choca a todos. ‘‘Calheiros afirmou que a PF já está fazendo investigações, especialmente no Rio de Janeiro e no Estado da Bahia.
No Rio, segundo ele, a polícia vem recebendo denúncias em relação ao assunto. Ele pediu apoio às entidades voltadas ao trabalho com crianças e adolescentes para que também estejam atentas e ajudem, denunciando situações ilegais.
Ontem, o ministro participou da instalação dos 10 primeiros juizados especiais do Distrito Federal. Serão seis juizados na área cível e três na criminal, além do juizado especial de execuções. O objetivo é tornar mais rápida a tramitação de processos relativos a pequenas causas. No caso da área cível, àquelas inferiores a 40 salários mínimos (hoje, R$ 5,2 mil), como indenizações por danos causados em acidentes ou em prédios públicos. Na área criminal, poderão ser encaminhados crimes com pena de até um ano de prisão, como as lesões corporais leves. A expectativa é de que a solução dos processos ocorra em até 20 dias.José Paulo Lacerda/AERenan Calheiros diz que governo precisa de apoio técnicoAgência Estado

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