Foz do Iguaçu - O Ministério da Integração Nacional e a Secretaria Nacional de Defesa Civil constataram ontem a necessidade de elaborar um plano de segurança contra eventuais catástrofes ou atentado criminoso à Itaipu Binacional. O ministro Ney Suassuna disse ser preciso que o Exército, a Marinha e a Aeronáutica elaborem uma alternativa de socorro próxima a Foz do Iguaçu, pois as principais bases das Forças Armadas estariam distantes.
Após uma vistoria de quase quatro horas nos lados brasileiro e paraguaio da usina, o ministro destacou que o programa preventivo é ‘‘muito bem feito’’, porém é preciso que se estudem outras estratégias. ‘‘É muita água acumulada, é muito dinheiro investido e muitas vidas em jogo’’, alertou. Segundo ele, o poder de resposta para um atentado semelhante ao do World Trade Center estaria ‘‘a três mil km’’, em Canoas (RS). Logo após o atentado, dois caças F-5 se deslocaram da base de Santa Cruz (RJ) para Foz. Na época, o governo negou que a manobra fosse uma medida de precaução, mas ontem o ministro admitiu a relação.
O evento sugerido por Suassuna deve ser realizado neste semestre e vai identificar todos os níveis de segurança em diferentes situações. ‘‘Prevenir nunca é ruim’’, afirmou.
Esta é a terceira visita técnica do ministro a grandes obras do País. Desde a sua posse, em novembro, ele passou pela Usina Nuclear de Angra dos Reis (RJ), e na Refinaria Presidente Bernardes, em Cubatão (SP). Os estudos foram determinados pelo presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB).

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