Marcos Zanatta
O ministro da Educação, Paulo Renato de Souza, prometeu auxiliar a Universidade Estadual de Maringá (UEM) na construção do câmpus definitivo e a prefeitura na instalação de equipamentos do Cefet (Centro Federal de Educação Tecnológica). O projeto de construção do câmpus da UEM foi aprovado e tem garantido financiamento do BNDES, de R$ 15 milhões.
O dinheiro, no entanto, foi bloqueado através de uma portaria do Ministério da Fazenda. O Cefet, que está com o prédio pronto há dois anos, nunca chegou a ser ativado por falta de equipamentos.
O ministro Paulo Renato de Souza disse reconhecer a importância da UEM na região e os resultados positivos que a instituição vêm apresentando. Ele prometeu gestionar junto ao ministro Pedro Malan a volta da liberação da linha de crédito para o ensino superior.
O projeto da UEM prevê a construção de 34 mil metros quadrados, atendendo vários cursos que funcionam em blocos improvisados. Boa parte em edificações deveria ser provisória, mas é utilizada há mais de 20 anos.
O Cefet, que foi uma grande conquista para a região, já tem até os cursos definidos, mas nos últimos dois anos aguarda os equipamentos. A Secretaria de Educação do município quer formar no local técnicos no setor textil e metal-mecânico, que são duas áreas presentes na economia regional.
O pedido de equipamentos para o Cefet de Maringá, prometeu o ministro, será incluído no Programa de Expansão da Educação Profissional (Proep). Criado em 1998, o programa tem orçamento de US$ 500 milhões com financiamento do Banco Mundial e da União. O Proep deve liberar R$ 2,5 milhões para equipar o Cefet de Maringá.
Para a secretária Mara Sperandio Cremm, a conclusão do Cefet vai dar condições para que o município forme profissionais de nível médio, que atendam setores de importância economica na região. O curso mais esperado pela iniciativa privada é o de técnico na área textil, que pode impulsionar o projeto de incentivo do setor de confecções.
As indústrias do vestuário, com apoio do Estado, querem melhorar ainda mais a qualidade do produto. Para isso contam com a formação de técnicos, explica a secretária. O prédio do Cefet, que chegou a ser inaugurado no final de 1996, tem 9,3 mil metros quadrados e custou R$ 1,7 milhão ao governo federal.

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