Santiago, 27 (AE-DOW JONES) - O ministro das Finanças do Chile, Nicolas Eyzaguirre, disse que o governo quer gradualmente pôr fim aos controles sobre as entradas de capital estrangeiro ao país. Eyzaguirre falou a um grupo de investidores estrangeiros que participam da reunião do Banco de Desenvolvimento Interamericano (BID) em Nova Orleans, EUA. Um resumo do discurso foi distribuído pelo Ministério das Finanças em Santiago.
O ministro destacou, no entanto, que colocar um fim a todos os controles de capital torna ainda mais importante a aprovação pelo Congesso do projeto, atualmente em discussão, sobre ofertas às empresas, que, disse, tem o objetivo primordial de proteger o direito dos acionistas minoritários. O principal controle sobre capital em vigor no Chile determina que os estrangeiros mantenham seus investimentos no país por um ano. A norma foi amplamente criticada por pressionar para baixo o volume de recursos estrangeiros para investimentos no mercado acioniário e para empréstimos a empresas. Eyzaguirre não deu um prazo para a eliminação do controle. O ministro afirmou que outros países latino-americanos que não têm controles de capital viram seus mercados de capitais "tremendamente deteriorados, principalmente porque não têm mecanismos de proteção para todos os seus acionistas".
O ministro reiterou as projeções de crescimento de 6% para a economia do Chile este ano. Para 2001, o ministro das Finanças disse que a economia deverá crescer 7%. No início deste mês, ele havia estimado o crescimento no próximo ano entre 6% e 6,5%. Eyzaguirre acrescentou que o governo central espera exibir um superávit estrutural de 1% do Produto Interno Bruto no próximo ano.
O déficit estrutural, que exclui a receita de privatização, ficou em cerca de 2% em 1999. O governo registrou um déficit total de 1,5% no ano passado. No início deste mês, o diretor de orçamento disse que acredita que as contas do governo ficarão levemente no vermelho este ano.

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