Ministro pede intervenção em cartório do Pará
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sábado, 10 de abril de 1999
Por Carlos Mendes 
Belém, 11 (AE) - O ministro de Política Fundiária, Raul Jungmann, pediu à Corregedoria Geral do Tribunal de Justiça do Pará uma investigação no cartório no registro de imóveis de Altamira, na região oeste do estado. O cartório é suspeito de fornecer documentos de propriedades de terras a várias empresas acusadas pela Procuradoria Geral da República de grilagem de áreas da União e reservas indígenas.
A empresa catarinense Teka Tecelagem é a principal acusada de fraude contra o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). Segundo denúncias, seus proprietários tentaram vender ao orgão 71 mil hectares por R$ 90 milhões. As escrituras das terras foram emitidas pelo cartório de Altamira.
Antes de Jungmann pedir intervenção, o Ministério Público Federal, já havia feito isso há três meses. Na época, quem ocupava a corregedoria era o desembargador Humberto de Castro, mas este não tomou nenhuma providência.
Hoje, a corregedora é a desembargadora Maria de Nazareth Brabo de Souza, que deverá analisar o pedido do ministro e do Ministério Público. O procurador Felício Pontes Junior terá amanhã (12) pela manhã uma reunião com Nazareth Brabo, para tentar mostrar a ela o envolvimento do cartório na fraude.


