Ministro paraguaio reclama de cooperação policial
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terça-feira, 03 de junho de 2003
Agência Estado 
Assunção, Paraguai - O ministro do Interior do Paraguai, Osvaldo Rubén Benítez, queixou-se ontem de falta de reciprocidade na cooperação com a polícia do Brasil. Um dia depois da prisão do narcotraficante Claudair Lopes de Faria, numa operação conjunta do Departamento de Narcóticos (Denarc) de São Paulo e da Secretaria Nacional Anti-Drogas (Senad), no Paraguai, Benítez disse que a colaboração tem sido estreita, mas desigual.
''Com o Brasil e a Argentina, temos excelente relacionamento quando eles são os beneficiados pela boa vontade do governo paraguaio'', avaliou o ministro. Benítez não culpa o Brasil nem a Argentina. ''Assumo que é um erro nosso na capacidade de negociação'', reconheceu.
A PF e a Senad já estão na edição de número 10 da Operação Aliança, pela qual o Brasil fornece helicópteros e combustível para a repressão à droga. A operação que resultou na prisão de Claudair foi a primeira envolvendo agentes paraguaios e uma polícia estadual brasileira. Com a Polícia Federal, já haviam sido feitas as prisões de brasileiros como Marcelinho de Niterói, Jaime Amado Filho e Leomar de Oliveira, e do colombiano Fausto Rodrigues, que vinha trocar cocaína por armas.
O Denarc calcula que Claudair fosse responsável pela entrada de 3 toneladas de cocaína por ano no Brasil, fosse através do Paraguai ou diretamente da Colômbia. Segundo a Senad, 30 a 40 toneladas de cocaína vindas da Colômbia, Bolívia e Peru passam anualmente pelo Paraguai, a maior parte com destino ao Brasil.


