Ministro nega insatisfação com reforma ministerial
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terça-feira, 20 de julho de 1999
Por Gustavo Alves 
Rio, 21 (AE) - O ministro da Integração Regional, Fernando Bezerra, um dos representantes do PMDB na nova equipe do governo, negou hoje que haja insastifações no Congresso com o resultado da reforma ministerial. "O que o presidente fez foi colher na base dos partidos que o apóiam o seu ministério", afirmou.
"Eu jamais seria ministro se não fosse o PMDB." Bezerra, licenciado da presidência da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e da cadeira que ocupava no Senado, onde era líder do governo, não quis comentar a denúncia de que, antes de deixar a Secretaria de Políticas Regionais, o ex-secretário Ovídio de Angelis destinou 50% do orçamento do órgão a Goiás.
"Ele sabe o que faz", desconversou. "É uma pessoa correta e certamente o que fez foi dentro da lei." Bezerra afirmou que o ministério vai transformar os fundos de fomento regionais em três grandes agências: Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Ele ressalvbou que somente com a redução da taxa de juros, em consequência do ajuste fiscal, será possível fazer o desenvolvimento das regiões brasileiras mais atrasadas.
O ministro anunciou que levará da CNI para o ministério três colaboradores. O coordenador da Unidade de Política Econômica, José Guilherme Reis, será secretário-geral; Carlos Alberto Cidade cuidará das relações com o Congresso, e Rômulo Macedo irá para a Secretaria Nacional dos Recursos Hídricos.


