Ministro minimiza novo acordo ortográfico
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sexta-feira, 09 de janeiro de 2009
Folhapress 
São Paulo - O ministro da Educação, Fernando Haddad, avaliou ontem que as mudanças previstas no novo acordo ortográfico afetam muito pouco o cotidiano dos brasileiros. Ele ressaltou que apenas 0,5% da língua portuguesa usada no País vai sofrer alterações, mas admite que 2009 será um período de adaptações inclusive para professores e alunos.
O acordo ortográfico simplifica a língua e é bem-vindo. É óbvio que vamos ter uma fase de transição, mas as mudanças fortalecem a língua no mundo. O português era a única língua que tinha mais de uma ortografia e enfrentávamos resistência de organismos internacionais. O acordo ortográfico vem reforçar a presença da língua portuguesa no cenário internacional, disse.
Haddad lembrou que as editoras de livros já estavam com as publicações escolares prontas antes mesmo de o acordo ortográfico ser aprovado e que as escolas públicas de todo o País receberão, em 2009, livros desatualizados.
De acordo com o ministro, o MEC aguarda posicionamento da Academia Brasileira de Letras à respeito de questões de ortografia da língua portuguesa que ficaram pendentes, para que haja uma orientação aos professores da rede pública de ensino. Não se pode punir um estudante por um erro de ortografia pelo fato de ele não ter assimilado ainda a nova regra, disse.


