O ministro das Cidades, Aguinaldo Ribeiro lançou, nesta terça-feira (17), campanha de trânsito com o objetivo de conscientizar a sociedade sobre a gravidade das consequências dos acidentes de trânsito, provocados, em grande parte, pela ingestão de bebidas alcoólicas ou consumo de drogas.

Com o tema Álcool, outras drogas e segurança no trânsito: efeitos, responsabilidades e escolhas, a campanha vai mostrar casos reais de três pessoas que sofreram acidentes e agora passam pelo processo de reaprendizado de atos básicos como comer, falar e andar.

As peças da campanha serão veiculadas durante a semana de trânsito, que acontece a partir da próxima quarta-feira (18), em emissoras de TVs aberta e por assinatura, emissoras de rádio, revistas, jornais, portais na Internet e redes sociais. O objetivo é mostrar a situação atual de vítimas que ficaram com graves sequelas.

Ribeiro conta que já ouviu críticas sobre o impacto que as peças publicitárias podem provocar, mas acha que "as consequências são muito piores para as vítimas do que o mal-estar que o público pode sentir quando é alertado". Por outro lado, ele acredita que a campanha pode contribuir com a conscientização da sociedade sobre comportamentos indevidos, como falar ao celular enquanto se dirige ou não usar cinto de segurança.

O ministro destacou que o Brasil lançou o Pacto Nacional pela Redução de Acidentes (Parada), em resposta à iniciativa da Organização das Nações Unidas (ONU) que, em 2011 proclamou a Década de Ação pela Segurança no Trânsito. O intuito da ONU é que os países reduzam pela metade, no prazo de dez anos, o número de mortes no trânsito.

O médico, coordenador do Serviço Móvel de Atendimento de Urgência (Samu) e chefe do serviço de atendimento de traumas do Hospital de Base de Brasília, Rodrigo Caselli, argumentou que "a realidade vivida no hospital com os acidentados dá a sensação de que estamos numa verdadeira guerra".

Do total de óbitos que ocorrem por ano no país, entre 40% e 50% tiveram como causa os acidentes de trânsito. Por isso, Caselli acredita que as campanhas sobre o assunto devem, de fato, ter um tom pesado, para serem impactantes e reverterem o quadro atual.Ele lembra que para cada óbito há ainda de três a quatro vítimas que ficam mutiladas ou incapazes.

mockup